Nome: Carlos Augusto
Apelido: Guto
Cidade: Belo Horizonte
Nasc.: 14 de fevereiro



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QUASE POEMA
 


Bye Bye, Michael, thanks so much

Ao chegar em casa, na quinta feira a noite, tomei conhecimento da morte de Michael Jackson. A notícia surpreendente me deixou sem palavras. Em seguida fui informado de que a noticia ainda não havia sido confirmada, que se sabia apenas que ele tivera uma parada cardíaca e estava hospitalizado. Num primeiro momento cheguei a pensar que talvez tudo não passasse de um marketing bizarro, para chamar a atenção para a volta do Rei do Pop, prevista para o segundo semestre, numa maratona de shows na Inglaterra. Infelizmente, ao ligar a TV, pouco mais tarde, tive a confirmação da partida do pop star norte-americano.

Acompanho a carreira de Jacko desde a infância e suas músicas sempre fizeram parte da minha vida. Fui buscar, então, Mr. Jackson neste blog, pois ele, naturalmente teria sido citado aqui. E realmente o encontrei em algumas citações e, mais especialmente, em dois posts dedicados a ele, ambos relacionados ao seu julgamento por abuso sexual de menores. O primeiro, publicado em fevereiro de 2005, falava do famoso disco 'Thriller", o mais vendido do mundo, e eu aproveitava para fazer uma defesa meio velada do ídolo, afinal mito também é gente e pode cometer desatinos. Lá deixei esta frase do cantor, que me pareceu dizer muito sobre o que eu pensava de tudo aquilo: “Se você não tem lembrança de amor na infância, está condenado a procurar por todo o mundo algo que preencha esse vazio. Entretanto, não importa quanto dinheiro ganhe ou quão famoso se torne, sempre vai continuar sentindo-se vazio.”.

O segundo post, foi publicado em junho do mesmo ano e nele eu transcrevi trechos da promotoria e da defesa, no julgamento de Michael. No final do post eu escrevi, aliviado, a minha conclusão. Foi assim que me coloquei: "O advogado de Michael investiu suas fichas na interesseira família do acusador. A qual chamou de mentirosa e estelionatária. É como se disesse aos jurados que, para avaliar a sinceridade do depoimento de um menino, devemos avaliar o ambiente de onde ele vem. Aquela mãe, para mim, é medonha. O júri considerou Jackson, de 46 anos, inocente das dez acusações, entre elas quatro de abuso sexual a um menor.".

Morreu Michael Jackson e foi bom relembrar meus posts aqui. A sua vida tumultuada, a sua criatividade, as mudanças, as estranhezas, tudo isso é Michael e continuará sendo. Pode-se gostar ou não gostar, mas não se nega Michael, sua arte, sua contribuição para a cena musical no planeta terra, bem como sua generosidade, sempre preocupado com os menos favorecidos, com a cura do mundo em que viveu, amou, sorriu e chorou. Tudo faz parte do mito, do homem, do menino.

Engraçado, no segundo post citado acima, a imagem que eu escolhi foi de Michael Jackson menino, talvez com 10 ou 11 anos, fazendo o sinal de ok. Fiquei pensando agora nessa escolha, que na época não teve nenhum significado para mim. Agora ela fez tanto sentido. Percebi que sempre vi Michael Jackson como uma criança, uma criança frágil, uma criança que, por não ter tido oportunidade de se expressar na infância, ficou internalizada nele, por toda a sua vida. Agora o 'homenino' está em algum lugar, brincando de ser feliz. E nós ficamos aqui... lembrando.

Heal the World

"Pense nas gerações e elas dizem: Nós queremos fazer deste um lugar melhor para nossos filhos e para os filhos de nossos filhos. Para que eles saibam que este é um mundo melhor para eles; e pensem que podem fazer deste um lugar melhor."

Há um lugar em seu coração e eu sei que ele é o amor
E nesse lugar pode ser o mais brilhante amanhã
E se você realmente tentar você irá descobrir que não precisa chorar
Nesse lugar você irá sentir que não há mágoa ou tristeza

Há caminhos para chegar lá, se você se importa muito com a vida
Crie um pequeno espaço, crie um lugar melhor

Cure o mundo, faça dele um lugar melhor
Para você e para mim e toda a raça humana
Há pessoas morrendo
Se você se importa muito com a vida
Faça um lugar melhor para você e para mim

Se você quer saber por que existe um amor que não pode mentir
O amor é forte e só cuida das dádivas alegres
Se nós tentarmos, nós veremos
Nesta felicidade nós não sentimos medo ou receio
Paramos o existir e começamos a viver

Então sentimos que bastante amor sempre nos faz crescer
Então faça um mundo melhor, faça um mundo melhor

Cure o mundo faça dele um lugar melhor para você e para mim
E toda a raça humana
Há pessoas morrendo, se você se importa muito com a vida
Faça um lugar melhor para você e para mim

E o sonho que nós concebemos revelará um rosto alegre
E o mundo que uma vez nós acreditamos
Irá brilhar de novo em graça
Então por que nós sufocamos a vida?
Ferimos esta Terra, crucificamos sua alma
Mas é claro ver... que este mundo é divino
É a luz de Deus

Nós podemos voar tão alto,nunca deixar nossas almas morrerem
Em meu coração eu sinto vocês todos meus irmãos
Crie um mundo sem medos
Juntos nós choraremos lágrimas de alegria
Veja as nações transformarem suas espadas em arados

Nós poderíamos realmente conseguir
Se você se importa muito com a vida
Crie um pequeno espaço, crie um lugar melhor

Cure o mundo faça dele um lugar melhor
Para você e para mim e toda a raça humana
Há pessoas morrendo
Se você se importa muito com a vida
Faça um lugar melhor para você e para mim.

(Michael Jackson)



Escrito por Guto às 19h17
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A única coisa real...

“O fato dos americanos / desrespeitarem os direitos humanos / em solo cubano / É por demais forte / simbolicamente / para eu não me abalar... // A base de Guantánamo / A base da baía de Guantánamo /A base de Guantánamo / Guantánamo...”. (Caetano Veloso)

Às vezes sou tomado pela sensação de que a minha vida não é nada. Ou então que o mundo todo é um grande nada. Um nada escuro e sombrio. Mas não se assustem com essas palavras iniciais. Quem escreve aqui é alguém que acredita em algo, que tem esperanças sutis de felicidade. Pequenas doses, talvez, mas um pouquinho de alegria, de momentos felizes.

Embora seja uma sensação provocada por uma descrença na vida, no homem, na existência, que costuma me assaltar em alguns dias, não me considero um niilista. Em conseqüência de algumas situações em que a vida me coloca, sou tomado por um pessimismo melancólico. Mas não dura por muito tempo em mim esta sensação, esta angustia dolorida, essa fraqueza espiritual.

É que eu acredito. E acreditar é uma força positiva que me move. Acreditar sempre, mesmo nos momentos mais dramáticos da existência, mesmo que tudo seja um grande nada, um incomensurável nada, um nada absoluto, um escuro, frio e angustiante nada. Acreditar faz com que tudo adquira algum sentido. E assim tudo passa a Ser porque, em meio ao nada, existe algo por vir, algo que existe e que É. E dentro do mais intimo de nós ele está lá...

... o amor.

* * * * * * * * * * * *

Essa Música não Existe

Não existe sol, não existe lua
Não existe carro, não existe rua
Não existe lua, não existe sol
Não existe peixe, não existe anzol
Não existe carinho, não existe careta
Não existe carão, não existe Al-corão
Não existe nada, não existe nada
Não existe luz, não existe calor

A única coisa real... amor!
A única coisa real... amor!

Não existe pato, não existe ganso
Não existe bravo, não existe manso
Não existe sushi, não existe feijão
Não existe nordeste, não existe baião
Não existe condomínio, não existe aluguel
Não existe família, não existe cordel
Não existe nada, não existe nada
Não existe DVD, não existe computador

A única coisa real... amor!
A única coisa real... amor!

Não existe verdade, não existe mentira
Não existe bondade, não existe paixão
Não existe terra, não existe água
Não existe fogo, não existe ar
Não existe mato, não existe gato
Não existe rato, não existe mar
Não existe nada, não existe nada
Não existe nada, não existe dor

A única coisa real... amor!
A única coisa real... amor!

(André Abujamra)


Escrito por Guto às 16h36
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Chico Buarque, hoje e sempre

Chico Buarque faz aniversário hoje. Ele nasceu no dia 19 de junho de 1944, no Rio de Janeiro. Chico é tão importante na minha vida que seria impossível deixar de prestar uma singela homenagem a esse cara, um ídolo que está na minha vida desde que me entendo por gente. Ouvia o Chico em casa, quando criança; depois me afastei, por um período exclusivamente rock and roll, na adolescência mas, adulto, recuperei o tempo perdido, voltando a mergulhar na obra deste poeta da vida, do amor, da história. Me lembro que, na segunda série primária, com oito anos de idade, eu queria cantar "Noite dos Mascarados" com uma coleguinha de classe, no Clube de Leitura da escola. A professora até permitiu, mas a menina não conseguiu aprender a letra da canção e acabou não acontecendo.

Chico tem uma carreira musical perfeita, seus discos são obras primas, seus shows emocionantes. Faz trilhas pra cinema, escreveu para teatro, atuou como ator, escreve livros sempre elogiados pela crítica. Ele costuma dizer que seus fans ficam meio frustrados com sua literatura porque esperam encontrar nos textos literários, o músico. Eu mesmo me encaixei entre essas pessoas. Mas, como ele mesmo disse, se quisesse fazer música não precisaria escrever. Disse também que, em seus livros, ele se acha mais presente que em sua música. Chico lançou recentemente mais um romance, o "Leite Derramado", que deve ser a minha próxima leitura.

Quando ouvi "Todo Sentimento" fiquei emocionado; enlouqueci com todo o disco "Chico Buarque" de 1978, que tem 'Feijoada Completa', que ele canta lindamente com aquele carioquês carregado, tem "Pivete", "Até o Fim", a clássica "Apesar de Você", "Trocando em Miudos" entre outras; Chorei feito criança ao ouvir "O meu Guri"; Achei linda aquela tristeza que perpassa todo o cd "As Cidades". Ah, e aquele LP "Chico Canta", de 1973, que a principio seria chamado "Chico Canta Calabar" mas teve seu título censurado por causa da peça "Calabar, o elogio da traição", cujas canções faziam parte do disco e foram meio que refeitas para poder entrar no disco, sendo que algumas delas estão apenas orquestradas. Chico, hoje, acha graça deste título, pois se ele é o cantor, não faz sentido dizer que ele canta. Coisa de um tempo que passou, felizmente.

No final dos anos 90 Chico, mangueirense de coração, foi homenageado pela sua escola querida, e eles acabaram levando o campeonato daquele carnaval. O samba dizia algo mais ou menos assim: "É o Chico das artes... O gênio / Poeta Buarque... Boêmio / A vida no palco, teatro, cinema / Malandro sambista, carioca da gema...". Foi muito bacana e eu, como torcedor da Mangueira, torci muito e fiquei muito feliz com a vitória.

Vida longa para o Chico Buarque, que ele continue fazendo essas coisas lindas, imprescindiveis, para nosso deleite. Chico faz 65 anos, mas quem ganha o presente somos nós.

* * * *

Trocando em Miúdos

Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim?
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças

Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado

Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde

(Chico Buarque)


Escrito por Guto às 23h35
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Sorriso que traz felicidade

Estou de volta, queridos. Eu só pretendia postar no final de semana, pois estou meio sem tempo mas, como recebi este selinho de Daniela Milagres, que escreve no "Mulher Convergente", eu não resisti e parei um pouquinho para responder... Acho bacana esse negócio de ser feliz, de sorrir com as coisas que a vida nos proporciona viver. Então vamos lá:

As regras da paradinha são as seguintes: listar 7 coisas que eu curto e depois indicar 7 blogs para ganhar o selinho...

Sete coisas que eu curto:

1. Dormir até tarde no inverno.
2. Filosofia e psicanálise
3. Voltar pra casa
4. A música de Marcelo Camelo
5. Cinema nacional
6. Comida japonesa
7. Ser tocado por uma poesia nova.

Sete Blogs para o Selinho:

1. Cereja em Flor
2. Blog da Neylinha

É isso! Adorei responder, embora tenha uma lista infindável de coisas que me fazem sorrir, mas aos poucos vou contanto nos posts, não é mesmo? É bom saber disso, quando tantas vezes fico me sentindo mal com o mundo. É um bom exercício, e quem tiver afim não deixe de fazer. Sem compromisso, como sempre!

* * * * * *

"Segue o teu destino...
Rega as tuas plantas;
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
de árvores alheias"

(F. Pessoa)



Escrito por Guto às 23h01
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Longe daqui, aqui mesmo…

Enquanto joga a seleção brasileira, enquanto arrumo uma ou outra coisa na bolsa de viagem, enquanto a noite fria de junho se adianta, tenho no coração uma mistura de alegria e ansiedade. Família é uma coisa universal e única, são todas iguais, mas ao mesmo tempo cada uma tem suas peculiaridades. Quem já viu um pouco de “Brothers and Sisters”, certamente já percebeu isso. Aquelas pessoas tão diferentes, mas tão iguais; iguais no amor, nas pequenas mesquinharias, nos silêncios, nas falas impensadas.

Vê-los todos depois de um tempinho é tão bom, poder estar com eles, conversar com eles, brigar com eles também, já que família é assim. Há amor, mas é difícil ter empatia. Sempre queremos que eles correspondam as nossas expectativas.

Na bagagem roupas novas, para receber elogios, para mostrar prosperidade. Na bagagem livros de Raquel de Queiroz e Mário de Andrade, comprados num sebo, para a irmã que precisa deles para um trabalho com seus alunos. Na bagagem coisas pessoais, minhas intimidades, um livro sobre liderança, o filme de Bruna Lombardi, uma colônia e todo o resto. Resto. O que sobra de tudo, o que é que vai a mais, sem necessidade. Sempre carrego mais do que preciso. Acho que é devido a minha insegurança. Esse nunca saber o que quero, o que espero. Será que vai fazer muito frio? Será que estará quente e ensolarado?

Sempre que vou, vou em busca de algo. Quero pertencer, quero estar junto. Quero amor. E quem não quer não é mesmo? E amor é o outro nome de família. Ou deveria ser. Eu aqui sozinho no quarto, a TV ligada, a bolsa em cima da cama, meio arrumada, meio desarrumada, tenho a exata noção do que é viver numa grande cidade. Uma noção diferente de quem sempre viveu no meio do burburinho. Se é bom, se não é, não importa agora. O que sei é que quem vem dos campos precisa voltar de vez em quando.

E lá vou eu...

* * * * * *

Algo

Mora dentro de mim
É a parte mais escura do meu sangue
Costela flutuante

É um pouco da medula que me dói
Esse ar que me falta
Nas horas de insônia
Tosse de madrugada
Sobressalto

E não se vai
Eu já lhe disse adeus e não se vai

Gosta de mim mas não me amou jamais.

(Renata Pallottini)


Escrito por Guto às 22h39
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Quiçá, amores nos corações

A amiga, quando voltou de uma temporada em Paris, me presenteou com uma miniatura da Torre Eiffel. Fascínio. Hoje me peguei olhando para ela, a miniatura, e senti toda a emoção que a idéia de Paris me provoca. A cidade Luz, a mesma que hoje chora e se enternece, por causa do trágico acidente com o avião da Air France que desapareceu no oceano, quando ia do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa, para aquela Paris dos sonhos de todos nós. Para lá se dirigia a aeronave levando mais de 200 pessoas, incluindo vários brasileiros. Alguns, certamente, com o coração feliz com a perspectiva de ver Paris.

O mundo anda tão complicado. O que vai acontecer a seguir? A polícia londrina vai usar sua truculência em cima de quem? A polícia carioca vai invadir um morro, alguma favela? A quem irá destruir dessa vez? A quem fará sofrer, a que mãe, a que família?

O mundo está tão complicado. Qual será a epidemia da vez? Gripe suína? Dengue? A quem será endereçada a próxima bala perdida? Em que momento acontecerá um novo ataque terrorista? Que mesquita será bombardeada? Que mendigo morrerá de frio, ou aquecido pelo fogo tirano do álcool aceso sobre seu corpo magro por jovens sem causas por que lutar?

Uma estranha inquietação toma conta das almas aflitas que se perguntam por quê? Que se indagam sobre o que acontecera em seguida, o que virá no próximo instante? Para onde vai este mundo, quais serão os próximos passos? Como caminhará a humanidade? O que fará parar esse estado de coisas? Em que mundo se instalará a nova geração e as gerações futuras?

Em meio ao turbilhão só nos resta sonhar e esperar por um mundo melhor, mais seguro, mais sereno. Um mundo onde os gays não sejam humilhados, machucados, agredidos. Onde as mulheres não sejam assediadas, estupradas, submetidas. Onde os que buscam por justiça não sejam calados, desaparecidos, apagados. Onde mães não se percam dos seus filhos. Onde pais, como o americano David Goldman, que está no Brasil lutando pela volta do filho, seqüestrado pela família da ex-mulher falecida, para que possa tê-lo de volta e com ele conviver exercendo sua função de pai, que lhe foi roubada.

Sim, o mundo está muito complicado de se viver e, para que não se perca a esperança em dias melhores, resta o sonho. O sonho de ver Paris. O sonho com um mundo de pessoas gentis.

* * * * * * * *

O Juízo Final

As idéias entranharam no
organismo.
Meu corpo. Morto. A alma?
Paira, névoa insubstante.
Viaja, equívoca, para Lisbonne,
para Lisabon.
No éter flutua eternamente.
Quem é que? O que sou?
Quem há de?
Memo. Mimésis. Voa. Ruína.
E eu, morto.
Gigante dos incontáveis atos.
Bandido sôfrego do esqueleto
da vida. Pálido noivo de estrelas:
pop-star.

(Otávio Ramos)


Escrito por Guto às 23h51
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